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ARTIGOS
Vida Cristã
Que é Mordomia Bíblica? (Mateus 25.14-30)
Pr. Irland Pereira de Azevedo
18.12.2015

Dando sequência aos estudos iniciados domingo passado, vamos hoje considerar a natureza mesma da mordomia bíblica, seus fundamentos teológicos, seus princípios e sua importância prática na vida cristã.





1.SIGNIFICADO DA MORDOMIA

Quê é um mordomo? Que é mordomia?

Mordomo - ísh al bayth, em hrebaico e epítropos ou oikonómos, em grego - é o mesmo que ecônomo, administrador. Mordomo é a pessoa a quem é confiado tudo quanto seu senhor possui, para ser guardado, cuidado ou desenvolvido. [1]



“Mordomia bíblica”- diz Dillard – “é o reconhecimento da soberania de Deus, a aceitação de nosso cargo de depositários da vida e dos bens e a administração dos mesmos, de acordo com a vontade de Deus”. [2]

Exemplos bíblicos de mordomos são Eliezer (Gn 24.2) e José (Gn 39.4,5).



Mordomo fiel de Deus é todo aquele que reconhece o domínio do Senhor sobre todas as coisas – o mundo, a vida, os talentos, os bens, as oportunidades, os demais valores – e seu papel de administrador responsável e diligente, sabendo que um dia há de prestar-Lhe contas de tudo. [3]





2.FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS DA MORDOMIA

Quais os fundamentos teológicos da mordomia, como no-la ensinam as Sagradas Escrituras?

A doutrina da mordomia tem seus fundamentos na natureza e no caráter de Deus.



2.1 A doutrina da mordomia funda-se na santidade de Deus

É a santidade que nos impulsiona a buscarmos ser santos, “em toda a maneira de viver”, e no administrar os bane imateriais e materiais que Ele nos confiou.”Ser santo é modo cristão de viver diariamente, e isso é mordomia cristã”. [4]



2.2 A doutrina da mordomia funda-se na justiça de Deus.

Justiça é expressão prática da santidade divina. O cristão, justificado por Deus em Cristo, há de buscar uma vida de justiça, de retidão, de modo a cumprir o que Jesus determinou: “Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33) e: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. (Mt 22.21).



2.3 A doutrina da mordomia funda-se na soberania de Deus.

Ele é Criador, Senhor, Dono de todas as coisas.A propósito da soberania, havemos de reconhecer:

- que Deus é Senhor, porque é o único Deus;

- que Deus é Senhor, porque é o Criador de tudo quanto existe e de tudo quanto venha a existir;

- que Deus é o Senhor, porque é o sustentador de toda a criação;

- que Deus é Senhor, porque é Soberano Juiz que tem autoridade para julgar todas as coisas;

- que Deus é Senhor, que conserva sua soberania, mesmo quando sua autoridade é desafiada pelo mal. [5]



2.4 A doutrina da mordomia funda-se no amor de Deus.

É em santo amor que Deus to amor criou e sustenta o universo; Deus em santo amor nos remiu, em Cristo. E, portanto, somos ao mesmo tempo “resultado e objeto do amor de Deus. Nisto reside o mais alto significado da mordomia cristã: reconhecer e projetar o amor de Deus no modo de viver”. [6] Assim, radicada na santidade, na justiça, na soberania e no amor de Deus, a mordomia deve marcar nova vida em relação a Deus, na medida em que reconhecemos que tudo a Ele pertence, que de tudo havemos de prestar-Lhe contas, inclusive de nossa própria vida.





3.PRINCÍPIOS BÍBLICOS DA MORDOMIA

Dos fundamentos a que aludi, dependem os princípios da mordomia que J.E. Dillard assinala, com propriedade:



3.1 Deus é Criador, Dono, Sustentador e Doador de todas as coisas

As Escrituras disso oferecem provas abundantes: Gn 1.1; Jô 1.1,3,; Sl 24.1; Ag 2.8; Tg 1.17.Essas passagens bíblicas devem ser examinadas com diligência.



3.2 O ser humano é mordomo

Tudo o que é e o que “possui”pertence a Deus. Para comprová-lo, basta ler, entre outras escrituras Gn 1.27,28; 2.15; 1Cr 29.14; Dt 8.18.



3.3 A mordomia deve ser reconhecida

Ninguém pode “fugir” a essa responsabilidade: vida e talentos, tempo, terra, bens materiais e imateriais, de tudo somos administradores. (Ex 25.19; Ml 3.10; Lv 27.30,32; 1Co 16.2).



3.4 Cada um de nós tem de prestar contas a Deus

A prestação de conatas inclui a vida e os bens; o que somos e o que temos. (Gn 3.9,11; Ec 12.14; Lc 16.2; Rm 14.12). [7] E por quê havemos de prestar contas a Deus, de tudo?

- Porque o Universo pertence a Deus (Gn 1.1; 14.22; Sl 24.1);

- Porque o homem pertence a Deus, por direito de criação (Gn 1.27; 2.7); por direito de preservação (At 14.15-17; 17.22-28) e

por direito de redenção (Ex 19.5; 1Co 6.19-20; Ap 5.9). [8]



4.IMPORTÂNCIA PRÁTICA DA MORDOMIA

Qual a importância prática da mordomia para a vida cristã? Podemos assinalar:



4.1 A prática da mordomia removerá a diferença artificial que geralmente se faz entre atividades religiosas e atividades seculares. Sentiremos, se conscientes da mordomia, a presença de Deus em toda nossa vida, à semelhança de Jacó.(Gn 28.16).



4.2 A mordomia cristã fará crescer o senso de nossa responsabilidade. Teremos de dar contas, a qualquer momento, de tudo quanto o Senhor nos confiou.



4.3 A mordomia cristã levar-nos-á àa maior dependência de Deus e impulsionar-nos-á a buscar,os a capacitação do Espírito Santo, a fim de sermos fiéis (2Tm 2.21).



4.4 A consciência da mordomia cristã vai sempre lembrar-nos de que nem socialismo, nem capitalismo fazem justiça aos ensinos da revelação divina: os bens materiais nem são de alguns, nem de todos, mas pertencem a Deus, e deles somos administradores, e por isso a eles não podemos apegar-nos, sob pena de cairmos em idolatria, pois avareza é idolatria.(Cl 3.5).



4.5 A mordomia cristã estimula-nos ao serviço constante, diligente e produtivo, para a glória de Deus.



CONCLUSÃO



Portanto, compreendamos a natureza da mordomia e sua importância bíblica e teológica, e cuidemos de praticá-la em todas as áreas de nossa vida.



_____________________________________________________



[1] Essas palavras ocorrem em Gn 43.16,19; 44.1; 1Rs 16.9 (AT) e em Lc 8.3; Mt 20.8; e Gl 4,2 (NT), e noutros lugares da Bíblia.



[2] DILLARD, J.E. Mordomia Bíblica. Rio de Janeiro: Juerp, s/d



[3] Basta examinar a parábola dos talentos, em Mt 25.14-30.



[4] FALCÃO Sobrinho. João. Teologia da Mordomia Cristã. Rio de Janeiro: CBB/Juerp, s/d., p. 37.



[5] Ibid. p. 46.



[6] Ibid., p. 53.



[7] DILLARD,J.E.. op. cit.



[8] KASCHEL, Walter. Não Sou Meu. 5.ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1956.

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